arrebatar de 9 células
9 vazios, caixas
constrangidas, saturadas de branco
numa agonia, tua paixão
tua imensidão, uma luz desidratada
uma escada que sobe, que desce
percorre numa correria louca
desenfreada, amada agitação
hidratada coloração...
toldam as mantas
teus desejos em psicóticos entrelaçados.
veemente relâmpago
torce curvas, contorno negro,
corre, gira, rodopia
estrondosa onda utópica
numa vibração ingloriosa
na desmultiplicação
de delinquente mórbido
plasma.
19.2.04
18.2.04
percorre linhas de desassossego
atravessa horizontes invariáveis
deprimentes ondas sustentas
de uma coacção empírica
de sentimentos possessos
lunático zláitt invasão
fragmentar espontâneo
dilatação imprópria
contribuinte alienatório
espontâneo combustível
desagradável quietude
invalida fracção.
delinquente camada
impostora requalificação
administrante volátil líquido
percorrente de canais de linfa
vitaminada por algo irreconhecível.
dás-lhe poderes maléficos
obténs a maldade potente de
carnificinas, injúrias
selváticas, ingloriosas debutantes
de virgindades a reter
num auto-desconhecimento
trinchado por quem quer saber
o que tu não vais querer dizer
para não teres que saber o conhecimento
as quais não vais vender.
insalubre, consistência
inatingíveis céus numa
superioridade de quem não
pode por um poder maior.
a perda de ti por mim
o dado adquirido do
retrocesso da pantanosa
aquática mistela
refraccionária de linfas
agonizantes, petrificadas
de fluídos e odores,
salientados por uma
consequente composição
alienada numa mistificação
de sub-sistemas multifacetados
que se
metamorfoseiam.
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