13.9.07

Com dor nos braços é difícil escrever,
com o lápis afiado é mais fácil,
deito a dor no papel,
deito-a, aconchego-lhe as mantas com o lápis,
ela ainda não adormeceu,
chega a mim a sonolência.
Acho que estou enganado, ela não me deixa ir embora,
ela não me está a deixar dormir.
Com ardor nos braços é difícil não tremer,
com o papel recuado é mais fácil.
Estendo o ardor no cordel,
estendo-o, cedo-lhe às tantas o papel,
ele ainda não morreu,
entra por fim a incompetência,
acho que vou maltratado, ela se queixa da demora.
Nela estão a evitar escindir.

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