soltam virtudes, que
soltam porcaria
que despejam em catadupa
toda a imundice por mim devorada,
ah!
esbarrar contra o chão assegurado,
furar as órbitas e virar o nariz para dentro,
espasmos de sangue, espasmos de saliva
com o maxilar desfeito no vómito e
com a língua morta pendurada pela traqueia
- vais tentar te levantar mesmo antes de te cortarem as orelhas,
não é quando morto-vivo que te vais
é cadáver o vivo, é morte estar aqui,
sai, sai, sai,
em esboços malditos
malfeitos e sem rumo,
giram em ideias cambaleantes
rodopiam na imundice enlameada.