29.8.07

são três corvos,
os que estão na mesa do canto,
os que vão na treta do pranto
são três, os corvos que raspam os bicos no asfalto,
são, eles,
vira-me um gin. para dentro do meu copo
viro um trago - para dentro de mim
são eles três, três que no canto estão,
são de cor - cor das suas sombras.
são três, os corvos que cortam as asas no caminho
são, eles,
os que vivem ao canto,
que pestanejam quanto, que não sabem de alguém mais.
são três as aves que me atormentam esta escrita adormecida.

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