desde a ponta dos dedos ao fundo das falanges um ardor latejante percorre e prende todos os simples movimentos até aos desgraçados pulsos.
do fundo dos ossos ressoa uma dor crescente sobrecarregando o peso da carne púrpura. cabelos fracos e secos eriçam-se formando uma cabeleira desprezível inanimada decadente não preciso de falar das minhas pernas gordas que caem em cima dos pés antes esborrachados nem das costas que exalam vivos tenebrosos do pavor de desencaixe estrambólico colapso.
vivam a dor do verdejante não juvenil cobre-as a pele seca e queimada que se rompe em cada pior dos tactos ácidos.
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