6.2.11

Duas estrofes sobre janelas

Os ventos finos
dobram as cortinas
as vestes de milhares de janelas
dançam indecisas o fora-e-dentro

pelos mil olhos quadrados
passam as areias de seda
para cima e para baixo
rodopiam em remoinho
erguem-se sobre o seu corpo doce
no último suspiro
deixam-se cair moribundas
elegantes guilhotinas a fechar os quadros de pedra

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