as curvas grisalhas do amor
deixam cair sobre si
com deleite contido,
a luz platinada,
macia e cortante,
verga-se sobre as faces escuras
quebra-se nas lâminas cortantes
diz que se sente velho
sente sair de si o rancor
cair em si o desamor
vê esvoaçar sobre os cabelos
cadeados brancos de amor
sente poisar em si
o especial tom bronze-cobre
do amargo licor envelhecido
o que escorre para o fundo
inoportuno, lavagante,
num borralho quente,
guardado na garganta dura e húmida.
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