22.5.11

na decadência

na decadência de já não saber
onde se vive, onde se morre
onde já estive
com e sem decência
sentado e deslavado
com e sem pessoas, plantas, animais
com pedras
viva carência
vil carne empobrecida
à inteligência
não resta dívida
o espírito aguarda a um canto
impávido desenquadrado,
à ciência
o imoral

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