10.6.11

soneto amador livre #02

ainda há edifícios por demolir
ainda há paredes para engolir
almas empestadas de cimento
qual vinagre, qual constrangimento

almas que te fazem carpir
ainda há maldade a infligir
dor que passa por alimento
um sólido estacado no pensamento

prédios, casas, métricas, pa' cumprir
linhas, almas, bocas mastigadas
incontáveis rebentos para florir

vultos mortos moles petrificados
muros de cimento em quatro estopadas
mil castros cadáveres edificados

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