ainda há edifícios por demolir
ainda há paredes para engolir
almas empestadas de cimento
qual vinagre, qual constrangimento
almas que te fazem carpir
ainda há maldade a infligir
dor que passa por alimento
um sólido estacado no pensamento
prédios, casas, métricas, pa' cumprir
linhas, almas, bocas mastigadas
incontáveis rebentos para florir
vultos mortos moles petrificados
muros de cimento em quatro estopadas
mil castros cadáveres edificados
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