22.11.11

o café do feijão selvagem

onde se lança o mote à libertinagem
onde se vive, onde se pára e segue viagem
o artifício é vendido caro
a selvajaria a preço de ouro
vitamina que te estampa o emparo

10.11.11

correntes de loucura marcadas

correntes de loucura marcadas
contra o corpo dela apertadas
cadentes de ternura
dois pés, três pés, quatro pés
tropeçam em sim, sobre si
enrolam-se, pontapeiam-se dentro de si.

as cores que vendi e recebi
já me esgotaram o coração
aos amores que bebi e reli
cá fizeram a ovação.