15.2.12

saltos

Saltos, pulinhos de trepidação continuada de amoras florescentes celestes
Reviravoltas, piruetas, crescentes, catapultas de passos de dança, voláteis, circundantes florescências lineares revertidas em créditos revividos
Capuzes que ensacam amoras mirabolantes
Capuzes que fecham frutas silvestres dentro de florestas de embustes castrantes
Capuzes de algodão tecido, enredado por mil fios negros, cabelos pretos de arame
Os saltos caem dentro de saltos dentro do capuz entorpecido dentro de uma ferocidade alheia.

11.2.12

as unhas

neste dias suprimidos pela exaustão
restringidos ao isolamento mental,
onde o frio do céu desceu ao meu quarto,
converteu as minhas falagens regulares
em estalagmites glaciares,
tornaram-se extensões repulsivas gélidas,
as unhas
essas,
são mais que frias
são metálicas,
pedras que queimam a pele
queimam até a osso,
o puro glaciar entrou-lhes no ADN
são excomungadas do toque em parentes
o toque só lhe é dado pelos irmãos.
estão privadas de ficar perto do peito
que lhes pede o toque
mas que o matam,
unhas de Midas