25.3.12

os sapos deixam-se cair mudos

os sapos deixam-se cair mudos
a garganta engolirá a alma
o bloco encarnado ri em agudos
os sapos espernear-se-ão sem calma

os condores cinzentos aguardam-nos
a queda aguarda calma serena
o medroso linear espera-vos
o bloco encarnado, cai helena

a contradição reinará em fraqueza
os elementos viverão débeis imunes
partida a escada da certeza

o doce dobrar dos degraus do animal
sete gotas frias de silêncio quedo
um paquiderme descerá imortal.

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