caio na cama
duzentos pesos derrubam
as minhas pálpebras
já dormentes
mal levanto os braços
os dedos duros
as costelas doridas
e o final do domingo
a entrar em casa
a escuridão
escondida debaixo das pálpebras
quer puxar as cortinas
e o cérebro redondo
vai aos poucos implorando
para cair no sono
já nem penso
em mover as pernas
estendidas pesadas ao longo
não alcanço os pés
algures em
lodo paraplégico
a dormência
é grande
é teia que enredeia
submissão
intolerante
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