as quedas dos muros, já não se
fazem em metros, e as
descidas na neve não são todas
frias, as nuvens brancas
enrolam-se em tudo por onde
passam, o cimento já é duro
que baste, e o papel mais
macio que as noites de
outono, as danças nos
pomares de prata, a mesa dos
miúdos que falam de festas
e as primeiras experiências
sexuais, sobre isso nem os velhos
telhados da baixa se mexem,
nem o escrivão nem o papiro
já se toleram, o asfalto
já não cobre todas estradas
de pó virgem, as serras já
têm poucas hipóteses de
ficar, com alguém neste
planeta, a natureza deve-te
muito pouco e os cães estão fartos.
16.7.14
os alçapões dourados
os alçapões dourados,
as guias tortas que enrolam mentes em ideias duvidosas,
coxos que resvalam em pensamentos desenquadrados
da relativa permissão cética.
as folhas endiabradas contestam
os calções do outro já não servem
o propósito do ego das fêmeas dos verdelhões,
resvalam em lânguidos corações desengonçados
na rejeição estética.
as guias tortas que enrolam mentes em ideias duvidosas,
coxos que resvalam em pensamentos desenquadrados
da relativa permissão cética.
as folhas endiabradas contestam
os calções do outro já não servem
o propósito do ego das fêmeas dos verdelhões,
resvalam em lânguidos corações desengonçados
na rejeição estética.
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