as quedas dos muros, já não se
fazem em metros, e as
descidas na neve não são todas
frias, as nuvens brancas
enrolam-se em tudo por onde
passam, o cimento já é duro
que baste, e o papel mais
macio que as noites de
outono, as danças nos
pomares de prata, a mesa dos
miúdos que falam de festas
e as primeiras experiências
sexuais, sobre isso nem os velhos
telhados da baixa se mexem,
nem o escrivão nem o papiro
já se toleram, o asfalto
já não cobre todas estradas
de pó virgem, as serras já
têm poucas hipóteses de
ficar, com alguém neste
planeta, a natureza deve-te
muito pouco e os cães estão fartos.
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